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“Sucesso verdadeiro é construído a longo prazo”: por dentro da Universal Music e Aftercluv

“Sucesso verdadeiro é construído a longo prazo”: por dentro da Universal Music e Aftercluv

Já imaginou o que uma empresa que lida com carreiras de importância mundial no Mercado da música tem a ensinar? Aftercluv é a divisão Latino-Americana da Universal Music voltada para a dance music e o mercado do entretenimento. Possui escritórios em 9 países, além de outras 12 cidades nos EUA, atuando no formato de management 360.

O Aftercluv Brasil trabalha artistas como Bruno Martini, CIC e Mayra. Além disso, a plataforma dá suporte local e nos territórios onde o selo atua a todos os lançamentos de música eletrônica da UM Group, leque que abrange artistas como Kungs, Jonas Blue, DJ Snake, Axwell /\ Ingrosso, entre outros. Sua atuação é muito importante, visto que hoje, a Universal Music Brasil tem a música eletrônica comercial como foco, tendo alcançado grandes resultados, batido recordes com vendas e certificados como nunca antes. Para explicar melhor como funciona este apoio aos artistas e suas músicas, conversamos com Pollyana Assumpção e Rodrigo Rodriguez, responsáveis pela marca e por algumas carreiras que valem milhões. Confira:

Como funciona o management 360?

Polly: Nós lançamos artistas locais como Bruno Martini, Blanka Avila e Juan Magan e damos suporte a artistas de música eletrônica de outros selos da Universal Music Group nos nossos territórios. Isso significa que embora o Avicii seja da Universal Music Suécia, ele é trabalhado pelo Aftercluv aqui no Brasil. Alguns desses artistas tem representação artística e cuidamos do desenvolvimento e gerenciamento de suas carreiras, agendamos shows e damos assessoria. Além disso, produzimos festivais como o The Social Festival na Colômbia e no México e ainda somos um blog de cultura pop e música eletrônica sempre presente nos principais festivais do mundo. Nosso parceiro oficial aqui no Brasil na produção desse conteúdo de vídeo é a PLAY BPM. 

Para uma empresa que atua em todo o continente americano, quais são as vantagens de estar no Brasil?

Polly: A principal vantagem é que o mercado de música como um todo no Brasil é muito diferente do resto da América Latina e temos muitas especificidades. O selo nos dá liberdade para investir em artistas locais que consideramos pertinentes para o nosso mercado e se eles consideram pertinentes pro mercado deles também conseguimos fazer um trabalho conjunto ainda melhor. Temos várias faixas que são lançadas pela UMB no momento e sendo representadas pelo Aftercluv nos outros territórios. Uma coisa que tem chamado a atenção do resto da América Latina é o funk brasileiro e o selo tem se interessado bastante pelo segmento. Acho que a melhor coisa sobre música eletrônica é que não existe isso de barreira da língua, algumas músicas nem letra têm. Estamos sempre em busca de música boa e que faça todo mundo dançar.

Um artista em ascensão e que está começando a ficar com seu nome “na boca da galera” tem que aproveitar cada momento, cada apresentação, cada cidade que passa, cada lançamento musical para crescer, ganhar notoriedade. – Rodrigo Rodriguez, UMB

Qual é a fase ideal para se investir em um artista que está com a carreira em ascensão?

Rodrigo: Deve ser feito quando percebe-se que o mesmo tem o perfil para crescer, se destacar e ser um grande artista. E a fase ideal é justamente nesse momento em que ele está em pleno crescimento profissional, conquistando seu espaço e sendo falado. É onde deve-se começar a investir e planejar com bastante cuidado cada passo, a curto, médio e longo prazo. E conforme ele for crescendo, investindo mais, tanto em sua imagem, como em seu conteúdo musical, redes sociais, imprensa, nas parcerias que vai fazer, e deve-se ter muito cuidado com seu posicionamento e todos esses detalhes, para o artista estar no lugar certo, na hora certa, tocando nos clubs e festivais certos, se envolvendo com marcas que tenham o seu perfil e que conversem com o seu público, e que nenhuma ação planejada errada venha a prejudicar ou queimar o seu perfil em nenhum momento. Um artista em ascensão e que está começando a ficar com seu nome “na boca da galera” tem que aproveitar cada momento, cada apresentação, cada cidade que passa, cada lançamento musical para crescer, ganhar notoriedade e fazer com que tudo isso renda bons frutos no futuro, pensando em promoção, marketing, boas parcerias e colaborações. 

Quais dicas você daria para artistas que desejam investir em uma carreira na música eletrônica em grande escala?

Polly: Ficar focado no que você considera boa música sem ficar prestando atenção no que as pessoas ao seu redor dizem que é bom ou ruim. Não ter preconceitos musicais, porque existem coisas boas e ruins em todas as vertentes. Não ter medo de mostrar suas produções pra outros profissionais, é assim que você um dia é ouvido por alguém que resolve investir na sua carreira. Mas meu conselho principal é se preocupar em fazer música e na sua própria carreira e não tentar copiar o que outros artistas estão fazendo para se tornarem famosos.

Rodrigo: Ser autêntico, criar sua identidade pessoal e musical, buscando sua sonoridade. E também pesquisar muito e estudar, estar sempre lendo o que está acontecendo no mercado e ouvir muita, muita música, não só do segmento que toca. Conhecer as pessoas que fazem o mercado acontecer é fundamental também (tanto do business como os artistas), pois podem surgir boas oportunidades. Além disso, é importante para o artista ter um bom manager que faça tudo acontecer, que cuide da parte burocrática e que ele esteja focado apenas nos shows e no estúdio, isso é o certo. Além disso, sucesso verdadeiro é construído a longo prazo, nem sempre as coisas vão acontecer como o esperado no primeiro ou segundo lançamento. Pode até acontecer por sorte, claro, mas a regra não é essa. Consistência é a chave para uma carreira estável e duradoura e conseguir deixar uma marca dentro do segmento pela sua visão e sonoridade, isso vem com o tempo É muito importante também o artista se envolver o tempo todo, postar estrategicamente em suas redes sociais, utilizar bastante o Stories para divulgar músicas, festas que vai se apresentar, fazer promos e se comunicar com seus fãs sobre o que está fazendo. Mostrar o seu dia-a-dia na rua, no estúdio, nos eventos, fazer lives e compartilhar coisas divertidas e inusitadas, gera engajamento e faz com que o público veja que o artista está ativo e interagindo e isso é fundamental.

Se você se interessa por management de carreiras e quer ouvir o que o Rodrigo e a Polly têm a dizer, não deixe de participar da conferência: a Aftercluv estará presente no #BRMC10

Inscrições abertas

 

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